quinta-feira, fevereiro 16, 2006

Carlos Paredes


Hoje vou homenagear Carlos Paredes.
Nascido em Coimbra a 16 de Fevereiro de 1925, respectivamente filho e neto de Artur e Gonçalo Paredes, Carlos aprendeu a tocar guitarra portuguesa quando tinha apenas cinco anos. Ainda tentaram ensinar-lhe piano e violino, mas «Por preguiça», não se ajeitou aos instrumentos. «A minha mãe, coitadita, arranjou-me duas professoras», conta o músico. «Eram senhoras muito cultas, a quem devo a cultura musical que tenho. Passávamos horas a conversar e uma delas murmurava: "Não sei o que hei-de dizer aos seus pais". Mas aprendi muito com elas.» (Jornal de Letras, 17.3.92).
Aos nove anos muda-se com a família para Lisboa, onde conclui a instrução primária, no jardim Escola João de Deus. Passa pelo Liceu Passos Manuel antes de ingressar no Instituto Superior Técnico, onde não chega a licenciado. Casa e tem filhos. E nunca pára de tocar a sua guitarra.
A música é, já nessa altura, uma paixão a que Carlos Paredes se entrega com intensidade. Mas só em 1957, com 32 anos, dá pela primeira vez notícias em disco, num EP gravado para a Alvorada. Três anos depois, a sua música é utilizada por Cândido da Costa Pinto na curta-metragem "Rendas de Metais Preciosos", mas será em 1962 que, com a banda sonora encomendada por Paulo Rocha, gravará a primeira das suas composições mais geniais – "Verdes Anos", apenas, tal como o filme.
Carlos Paredes já não tocava guitarra desde 1993. Em 2003 foi-lhe diagnosticada uma mielopatia, doença do foro neurológico que lhe prendia os movimentos.
É um dos principais responsáveis pela divulgação e popularidade da guitarra portuguesa. Há quem lhe chame “O homem dos mil dedos”.

Imagem daqui

Deixo-vos um cheirinho deste som fenomenal. Curto mas vale a pena.

<"De sua justiça">

7 Comments:

At 11:00 da manhã, Blogger xá-das-5 said...

O mestre!
O António Chaínho tb é muito bom, mas falta-lhe a ousadia.
Bela alembradura, TT!
:)

 
At 1:00 da tarde, Anonymous IO said...

Todos os dias são dias de homenagear Paredes, um beijo - uma de rápida passagem. Viva a patuskada!

 
At 1:39 da tarde, Blogger francis said...

Homenagem merecida :-)

 
At 8:46 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Oh Tété tenho andado tão cansada que nem passo a dizer olá,como vai?
Mas de hoje não passa.Os teus posts fantásticos e esta guitarrada...meu Deus!!!
Quanto à patuscada,apesar de não ser bloguista,sei que estou incluida...mas que gaffe panterita vê lá se eu amuava e não ia!Alô tou a brincar e já me estou a inscrever.
beijinhos
kaloira

 
At 9:21 da tarde, Anonymous Ni said...

E o Carlos Paredes merece...ao ouvir este dedilhar só me lembro de filigrana!
Beijinhos.

 
At 10:28 da tarde, Anonymous luis marques12 said...

Carlos Paredes. Fantástica revolução na guitarra portuguesa em especial no toque coimbrão.
Herdou o gosto pelo pai Artur Paredes, o chamado renovador da guitarra de coimbra.
Vale a pena ouvir a sua obra extensa e variada, da qual destaco: 1-Variações em ré maior; 2- movimento Perpétuo; 3- Divertimento; 4- Danças Portuguesas nº1; 5- Canção Verdes Anos;
Além da técnica perfeccionista, e da composição fantástica, a alma!!!
Obrigado Carlos Paredes.

Para quem se quiser informar sobre este e mais guitarristas: www.guitarradecoimbra.blogspot.com

Obrigado pela lembrança Teresa.

 
At 10:36 da tarde, Blogger papoilasaltitante said...

Um génio... nada mais a dizer!!
Sempre lembrado e nunca esquecido!

 

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