terça-feira, abril 18, 2006

Des(informação)

Este cartoon que hoje aqui vos deixo, inspirou-me para o “post” de hoje.
Os miúdos hoje em dia têm a informação ao seu serviço.

Música dos Pólo Norte - Faz de conta

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A televisão, a Internet, a rádio, os “outdoors”, os SMS, tudo é informação.
Sabem que devem proteger o ambiente, que devem reciclar, que devem separar o lixo, que há doenças sexualmente transmissíveis, que fumar faz mal, que a SIDA existe, que o alcoolismo existe, que a droga mata, que …
…mas não sei se usam essa informação. Cada vez as Mães são mais jovens, cada vez há mais divórcios, cada vez há mais garotos raptados, cada vez mais são maltratados, usados, abusados, sabem que existe a pedofilia, sabem , sabem… mas cá para mim não usam essa informação.
É o que dá a informação é tanta que fica banalizada, que não a usam, que não sabem digeri-la, que não sabem para que serve, não sabem que fazer com ela.
No meu tempo de garota não sabia metade do que eles hoje sabem, era mais feliz, gozava melhor a vida, ouvia cada aviso, cada informação como um conselho a seguir.
Hoje têm, querem ter, mas não lhes interessa para que serve, só sabem que querem.
Que mundo este em que se tem tudo à mão de semear e não se sabe usar, não se sabe para que serve.

<"De sua justiça">

10 Comments:

At 7:21 da tarde, Blogger jawaa said...

Tbém recebi este «boneco» e sem dúvida ilustra tudo o que diz; quem o desenhou é um observador perspicaz e basta na verdade olhá-lo com atenção para verificar tudo o que lhe está subjacente. Nunca houve tanta informação para tanta iliteracia junta!

 
At 9:51 da tarde, Blogger papoilasaltitante said...

Querida amiga!! Mais uma vez cá estás tu cheiinha de razão... o cartoon diz tudo.. e tu resumiste muito bem o que realmente se passa com os miudos hoje!! O excesso de informação leva à banalização...
Beijocas

 
At 10:14 da tarde, Blogger -pirata-vermelho- said...

O drama é que vês isto em alunos das universidades e em 'adultos' depois de serem alunos. Nãonesta matéria.claro!
(Apesar de NESTA MATÉRIA também surgirem, por vezes, surpreendentes manifestações de conhecimento surrealista ou de crendice anacrónica)

 
At 11:51 da tarde, Blogger Carlota said...

Excelente post, Teresa!
É verdade o que dizes. Tudo se banaliza, o que significa que tudo passa a ser "normal". Regista-se a informação e não se volta a pensar no assunto.
Beijola.

 
At 12:07 da manhã, Blogger dakidali said...

Carlota
Ainda bem que apareceste, não consigo entrar no teu blogue já lá vão uns dias. Assim que entro aparece -me uma janela a dizer que foi encontrado um erro e que se vai fechar todas as janelas. E assim acontece. Não sei se é do meu computador ou qualquer coisa no teu blogue.
Vou continuar a tentar lá ir todos os dias.
Beijinhos

 
At 12:43 da manhã, Blogger planaltobie said...

E tínhamos tempo. Se a redução do volume de informação traduz-se em mais tempo (para brincar, rir, não fazer nada...), viva a selecção de informação!

PCosta

 
At 12:58 da manhã, Blogger Hindy said...

É bem verdade e além disso tudo é de consumo rápido. Não se dá valor às pessoas, aos sentimentos, às relações... obtêm-se as "coisas" e depois deitam-se fora! É a sociedade que temos, as crianças que crescem neste facilitismo barato, enfim...

 
At 1:17 da manhã, Blogger Carlos Gil said...

quando se fala em diferenças entre gerações tenho sempre medo de opinar com receio de estar a puxar a brasa "à minha". Sem te tirar a razão, tem-la toda. Porém também me lembro de quendo era miúdo, e ao lado dos eqauivalentes de hoje era um pacóvio e vivia na lua. Todos. Hoje os putos consultam o Google como eu nunca vi abrir enciclopédias no antes. Alguma coisa fica. Esta sociedade é feroz e competitiva como não era no 'meu' tempo, e eles sobrevivem. Eu, transplantado do 'antes' para este 'agora', sobreviveria? Por outro lado, e esticando o teu raciocínio, se me permites, para um pouco mais atrás, etariamente, por ter(mos) tido muito menos brinquedos que agora há não deiuxamos de ser felizes, provavelmente com o bónus de termos sido 'forçados' a inventá-los por eles não abundarem (embora tivesse os meus Matchbox's não prescindia - e gostava! de desenhar os meu carrinhos, depois cortá-los e brincar com eles)
Bem, cá ando eu a alongar-me nas conversas nos comentários. O teu post tocou-me. Muito. Acima deixei algumas dúvidas, em defesa dum dos lados. No outro, ou pelo outro, não me esqueço que considero em nada ter sido prejudicado na minha formação sentimental individual (sim, acredito que a sensibilidade se constrói, não é só inata) por aos 18/20 saber tanto de sexo como hoje um puto de 14/15. Sem poder ser hoje realidade desejável, na 'minha' altura e no meu caso acho que até foi positivo: "sonhava" mais ehehehe
Beijito do Web

 
At 10:32 da manhã, Blogger 125_azul said...

gratíssima pela visita que me faz vir aqui em dias de posts tão inspirados: anteontem a tvi conseguiu entreistar uma avó com uma netinha à porta do hospital de VFXira, que lá estavam "para saber coisas do tal miúdo dos morangos que faleceu". E hoje, estes dois cumplices do meu post. Virei mais, beijinhos

 
At 10:41 da manhã, Blogger th said...

A mim me parece que ao invés de este cartoon denunciar informação demasiada, banalizada, é antes falta de informação, falta de uma educação sexual apropriada a cada idade, é o que acontece quando há (des)informação inadequada..
Beijo Tété da th

 

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