sábado, abril 08, 2006

A tal casa...

O meu segundo “post “ desta minha nova andança aqui pelos blogs, foi sobre uma casa que está na nossa família desde 1855.
Como devem calcular através dos tempos foi- se degradando mas também aumentando.
A minha avó paterna, uma mulher cheia de garra, nunca deixou que esta casa cheia de estórias, recordações e cheiros muito próprios saísse da família, e tudo fez para incutir esse espírito nos filhos e depois nos netos. Pois bem, conseguiu. Apesar de algumas dificuldades por vezes em mantê-la ainda nos pertence e muito nos orgulhamos disso.
Aqui, andei de carro de bois, vi pisar uvas, vindimei, andei de bicicleta, passei férias e boas temporadas.
Após alguns anos e já com parte do telhado da casa a cair, conseguiu-se recuperar com o esforço do meu irmão que verdade seja dita, se tem aguentado com firmeza e metido em tudo que é projectos para que a casa continue na família.
Como este fim de semana vou até lá desfrutar de um pouco de sossego e convívio familiar, deixo-vos algumas fotos para que um dia, quem sabe também possam lá ir.
A casa fica situada numa zona rica em património cultural, zonas de lazer, boa água, boa comida, bom vinho e está quase a abrir ao público. Foi transformada em turismo de habitação e quando da inauguração, voltarei a falar-vos dela. Não há melhor publicidade que esta na net.
Bom fim de semana a todos os que por aqui passarem.

Música de Filarmónica do Gil - Deixa-te ficar na minha casa

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<"De sua justiça">

18 Comments:

At 12:17 da manhã, Blogger amigona said...

Que maravilha! Quase senti uma pontinha de inveja! Descansa e diverte-te... fica bem...b

 
At 12:51 da manhã, Blogger Laura Lara said...

Que maravilha! Aproveita bem. Beijinhos e um bom fim-de-semana

 
At 2:00 da manhã, Blogger planaltobie said...

Uau! ...Sou teu amigo, não te esqueças!

 
At 2:03 da manhã, Anonymous IO said...

Realmente, para gerir um casarão assim, tinha que ser uma mulher com garra: grandes avós! - e já agora, porque é lindíssima, um beijo ao Toé e a toda família, bloguista incluída: Boas Férias!!, IO.

 
At 3:27 da manhã, Blogger Arrebenta said...

A Rainha da Sucata


Andam por aí umas vozes em sobressalto com o que se escreve na Net, e, à cabeça, com a crescente influência das temáticas, abordadas nos “blogues”, sobre a Opinião Pública Nacional. Cumpre-me aqui dizer que sou novo nos “blogues”, e suficientemente antigo, na Opinião Pública. E como me estou, à cabeça, aparentemente – depois, verão que não... – zenitalmente borrifando para os “blogues”, vou, pois, começar pela Opinião Pública.

Ora, em qualquer país pretendido civilizado, a Opinião Pública não é mais do que um misto de emoção e raciocínio difuso, que leva a que as sociedades exerçam, em conjunto, as suas auto-análises, os seus direitos espontâneos de aprovação e desagrado, e uma necessária catarse colectiva, fruto dos sabores e dissabores do Rumo da História.
Os períodos de Opressão e de Distensão medem-se, pois, pelo vigor e maturidade que essa Opinião Pública manifestar.
Na sua coluna de despedida do “Diário Digital”, Clara Ferreira Alves, criatura que nunca frequentei, nem sequer sabia que escrevia, mas que, naquele panorama do Ridículo Nacional, apenas me fazia, de quando em vez, sorrir, entre as suas apalhaçadas oscilações entre o negro azeviche e o louro caniche, dizia eu, centra-se, num dado momento da sua despedida, sobre a perniciosa influência dos blogues na tradicional “Imprensa Impressa”: de acordo com ela, “A Blogosfera é um saco de gatos, que mistura o óptimo com o rasca, e (as vírgulas atrás são todas minhas) acabou por se tornar num magistério da opinião (d)os jornais”, os quais nunca foram sacos de gatos, sempre souberam recolher o óptimo, e nunca constituíram um prolongamento do magistério dos Interesses Ocultos Predominantes.

É óbvio que em todos os jornais, como em todos os "blogues", como em todos os programas de televisão de carácter rasca, -- terríveis eixos do mal --, “existe e vegeta um colunista ambicioso, ou desempregado, (as vírgulas continuam a ser minhas), ou um mero espírito ocioso e rancoroso”, que pode ser vário, como os nomes de Satã.
“Dantes, a pior desta gente praticava o onanismo literário e escrevia maus versos para a gaveta, [publicando] agora as ejaculações”, as quais deveriam continuar a ser privadas, porque o exercício da cobrição, que tantas vezes levou a que um mau texto aparecesse nas parangonas da Crítica, fruto de uma noite mais ou menos bem passada, ou de uma jantarada em lugar eminente, poderia, e deveria, pelos mais elementares deveres do Pudor, nunca ultrapassar a atmosférica fronteira do Secreto e do Invisível. Para mais, parece que, nos blogues, escancarada janela rasgada sobre o Tudo, já não existe aquela claustrofóbica sensação das escassas três ou quatro janelinhas, onde a iluminação da Crítica Impressa revelava ao profano o pouco que se fazia, e, logo, podia aspirar a existir. Parece que nos blogues, dizia eu, se fala agora abertamente de tudo e de todos, e não apenas dos amigos, dos que nos assalariaram o texto, ou dos que nos pagaram para sermos gerentes da sua irremediável Insignificância.

Compreende-se a angústia da Clarinha: com a ascensão dos “blogues” e o declínio dos jornais, anuncia-se também o fim do monopólio das palas postas nos olhos dos burros, e daqueles que tinham o exclusivo poder de as pôr.
Clara Ferreira Alves manifesta-se inquieta pelo seu Presente, e teme pelo seu Futuro. Mais acrescento eu que o que está em jogo é, sobretudo, o seu PASSADO e o de todos os que se lhe assemelham, porque a Cabala, que, durante décadas, tão habilmente geriram, se está agora a desmantelar por todos os lados.

Nos “blogues”, nada mais existe do que quem diariamente fale de tudo e todos, sem defender quaisquer sistemas que não os da prevalência do Excelente sobre o Medíocre, do Livre sobre o Encomendado, e, sobretudo, quem o faça GRATUITAMENTE, ou seja, por mero Dever Cívico, por vontade de intervir, por caturrice, ou tão-só pela amistosa gratidão de poder Partilhar.

É verdade que com os “blogues”, poderá estar em jogo o fim da Palavra Comprada, e já estar a vislumbrar-se o início da Era da Palavra Livre e Particular, o Reino da Palavra Gratuita. Talvez seja isso a Comunicação Global. Em breve, também aí se fará a separação do Trigo do Joio, e passará a vencer quem melhor escrever e mais for lido, dispensando-se as tradicionais encomendas das almas.

Penso, publico, sou lido, e logo existo. Tudo o resto é vão.

Ah, e isto não é um texto para resposta, sobretudo qualquer tipo de resposta, como dizia o Vasco Pulido Valente, que metesse “na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo.

Muito obrigado.”

 
At 9:13 da manhã, Anonymous Anónimo said...

A casa é uma maravilha,não admira que a disfrutes sempre que possível.Antes de te desejar bom fim-de-semana,queria só manifestar a minha concordância com o comentário anterior,que subscrevo.
O teu blog é um dos que frequento com interesse,amizades à parte.
Um grande beijinho
kaloira

 
At 10:30 da manhã, Blogger jawaa said...

Um convite desses não se faz logo no início de férias... quer parecer-me que não vai ter férias coisa nenhuma!
Agora a sério, essa ogiva com escada ao fundo é um espanto de beleza, mas mais mais, é aquela rede no jardim...
Bjinho e Boa Páscoa por aí!

PS: Ah, «penso, publico, sou lido, logo existo» aplica-se inteirinho a si, ao seu blog. Força!

 
At 12:07 da tarde, Blogger papoilasaltitante said...

Descnasa muito amiga... logo à noite torcerei pelos verdes da 2ª circular(não me esqueci do prometido... mais logo...) É linda a casa, já tinha visto alguns pormenores noutras fotos noutro site, mas aqui dá para ver melhor. Se formos ao leitão telefonamos.
Hoje às duas vou fazer uma outra missão de que pessoalmente te darei conta e que espero muito sinceramente me deixe descansada e não me venha inquietar... depois falamos.
Bjs

 
At 1:12 da tarde, Blogger Su said...

que lindo casarão...amei as fotos
disfruta-a
feliz fim de semana
jocas maradas

 
At 2:56 da tarde, Blogger Kamikaze said...

Ó Teresa,

Exceptuando a parte promocional e o período pós-restauro(refiro-me ao post, claro está), posso garantir-te que temos mais em comum do que possas imaginar.

Beijos e bom fim-de-semana!

 
At 7:06 da tarde, Blogger Madalena said...

Que beleza! que tranquilidade, Teté! É bom termos um lugar que nos possa retemperar a alma dos dias agitados que vivemos, não é?
Beijinhos para ti. Vou estar fora uns dias. Missão de filha!

 
At 9:58 da tarde, Blogger Mocho Falante said...

é liiiinnnnnnda, e quando se pode fazer marcação para um belo fim de semana estou mesmo a precisar.

Beijocas e bom descanso

 
At 10:22 da tarde, Blogger Pamina said...

Olá Tété,

Boas férias nesse sítio lindo. Que regresses cheia de força para o 3º período:).
Beijinhos nossos.

 
At 11:00 da tarde, Blogger Carlota said...

O site está muito bonito e a casa também (mas não se vê muito...).
Espero que tenhas passado um excelente fim de semana!
Beijola.

 
At 11:38 da tarde, Blogger Wakewinha said...

Inveja

Substantivo Feminino

- desejo de possuir algo que outra pessoa possui, ou de usufruir de uma situação semelhante à de outrem; cobiça

_______________________

Foi o que senti de ti quando vi essas magníficas fotos! Mas por que raio não nos levas a todos contigo, hein? ;)

Beijinho*

[Lê e Divulga!]

 
At 12:27 da tarde, Anonymous cristiana said...

Parece um sitio bem bonito para descansar um fds!
Fizeram bem em conservar eesa casa na famíla!
Beijinhos e diverte-te

 
At 5:44 da tarde, Blogger francis said...

Adoro casa antigas. Doi-me a alma sempre que vejo uma casa linda em ruínas.

 
At 9:20 da tarde, Anonymous Dra. Daniela Mann said...

A casa é um espanto e a música não podia estar mais apropriada!
Eu também gosto muito de casas casas antigas e sobretudo de as ver restauradas! São lindas!
Beijinhos da amiga (e colega),
Daniela

PS: Sabia que Tété é o nome carinhoso que chamamos à minha filha?
Ela é Cristiana, mas quando começou a falar só dizia "té té té"...
Até hoje é a nossa Tété!

 

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