terça-feira, maio 30, 2006

Ser Professor




Está aberta a discussão pública da proposta do ME sobre o novo Estatuto da Carreira Docente.
Aqui podem ter acesso à proposta do ME.
Além de não me parecer correcto que os Pais ou Encarregados de Educação sejam um dos elementos que irá avaliar o Professor para a progressão na Carreira, existem outros pontos que acho importantes reflectir. [ler mais aqui]
  • O das faltas aos tempos de 90 minutos. Se faltar aos 1ºs 45 minutos, posso dar os 2ºs e só me marcam um tempo de falta. Mas se der os 1ºs 45 minutos e por questões de força maior tiver que faltar aos 2ºs , marcam-me 2 tempos de faltas. Nós Professores também somos Pais e Mães e de vez em quando surgem imprevistos. Vão roubar para a estrada!Se der os 1ºs 45 minutos terão que mos pagar e não podem marcar falta.
  • A diferença entre Professor e Professor titular.
  • Exercício de funções não docente. A requisição, destacamento e comissão de serviço não docente, não são considerados na contagem do tempo de serviço efectivo para efeitos de progressão e acesso na carreira.
  • Resultados escolares dos alunos e taxas de abandono sejam indicadores de classificação.
  • Prémio de desempenho. É meu dever desempenhar o meu papel com honestidade, assiduidade, respeito e competência. Penalizem apenas quem não o faz.
  • Entregar o plano de aula para ser substiuído por outro colega.
Ser Professor nos dias que correm é tarefa árdua , de desgaste rápido e perigosa, uma vez que cada vez mais os alunos e os EE têm poder e os Professores são postos e tratados abaixo de cão.
Já escrevi várias vezes sobre isso, tenho discutido com colegas, e não só, estes assuntos e tudo o que é relacionado com a educação, quem me conhece sabe a minha maneira de pensar e ver as coisas e de estar na escola. Gosto de participar, dar a minha opinião, intervir, criar e ensinar. Estou nesta profissão por gosto, missão e convicção. Neste momento ando desiludida, cansada psicologicamente, farta de passar horas na escola sem fazer nada relacionado com a minha formação. Não se iludam, quem sempre trabalhou, quem sempre se preocupou, quem sempre participou, anda agora desiludido, desencantado com a Educação. Quem nunca se preocupou, anda numa boa. Pois quem nunca fez, não é agora que irá fazer. Cada vez somos mais “Ocupadores de tempos livres” e menos Professores.
Não sei quem está mal.
Se eu , se o Ministério. Se calhar sou eu que já não me enquadro neste sistema educativo. A escola perdeu o seu sentido de formar e ensinar, neste momento parece-me um espaço onde os garotos passam o tempo enquanto os Pais e EE vão trabalhar.
Além de Professora sou Mãe e Encarregada de Educação, e não me acho no direito de fazer parte da avaliação dos Professores dos meus filhos.
Será que os Pais e EE gostariam também de ser avaliados enquanto educadores dos seus filhos, pelos Professores? Não me parece. Eu não gostava que um Professor me avaliasse enquanto EE. Cada macaco no seu galho, amigos. A cada um as suas competências, não é isso agora que conta? Competências?

Está na altura de nos unirmos e fazermos alguma coisa por nós. Eu sempre que tiver oportunidade voltarei a este assunto aqui, gostava que me ajudassem a divulgar junto de outros colegas este nosso problema, que mais tarde será um problema de todos.
Para aqueles que aqui passam e não são Professores, mas sim Pais e Encarregados de Educação, serão bem vindas as vossas opiniões, como é óbvio sejam a favor ou contra esta medida. Da discussão nasce a luz, quantos mais falarmos melhor nos entenderemos. Falem, digam, opinem.
Para os que não são Professores nem Pais ou EE, também gostava de saber o que pensam.

Como a maioria dos visitantes deste blogue até são Professores era bom que tomássemos uma atitude perante esta Ministra que nunca deve ter sido Professora numa escola em Portugal.
Gostava de propor à Sra. Ministra também que fosse avaliada anualmente pelos Professores e que daí dependesse a sua continuação ou não no Governo.

Para os médicos a avaliação era feita pelos doente e daí resultaria a sua continuação ou não no serviço do Hospital ou Centro de Saúde.
Assim como em todas as Profissões fossem avaliados pelos seus utilizadores e utentes. Havia de ser bonito.
O ME quer que a partir de Janeiro de 2007 já esteja em vigor o novo Estatuto.


Linkem este post, façam copy-paste do que acharem importante, divulguem façam como quiserem, o que quiserem e se quiserem.
Mas está na altura de tomarmos uma atitude séria, aproveitar a discussão pública para intervir, esclarecer, mudar e participar.

<"De sua justiça">

25 Comments:

At 12:29 da manhã, Anonymous Anónimo said...

Ora aqui está uma boa ideia e mais um post de "serviço público"
Eu cá, e mesmo antes de ler o novo documento na integra, votava já na avaliação da Milu.
Agora vou tirar um tempinho para ler a proposta do novo ECD, pois parce-me que há lá coisas bem graves que merecem uma leitura bem atenta por parte de todos nós
Bjs Lena

 
At 12:43 da manhã, Blogger viktor said...

Olá,
Tal como disse nos comentários ao teu post de Sábado, a proposta de ECD é absolutamente incrível.

Dos pontos que referiste, destaco os critérios de avaliação de professores:
- As notas dos alunos. Logo, se os alunos tiverem boas notas, os professores irão ter uma avaliação positiva. Já diz o bartoon do público de segunda-feira que desta maneira os professores de matemática nunca vão passar de escalão...
- Taxa de abandono escolar. Se um aluno chumbar por faltas (inclusive por faltas de comportamento) e abandonar a escola, será o professor a ter uma avaliação negativa.

Outras normas no texto:
- Professores do QZP. Se não houver vaga no QZP onde o professor está efectivo, este poderá ser colocado numa escola de um QZP limítrofe. Caros colegas do Oeste, podemos ir dar aulas para Alvega (perto de Abrantes).

- Professores leccionam 22h até aos 50 anos de idade - Só há reduções de carga lectiva a partir dos 50. A propósito, no secundário o horário aumenta de 20h para 22h semanais.

Mas há mais, artigo 102, etc, etc.
Leiam o texto todo. Vale a pena estar informado.

Penso que a medida que veio a público, acerca dos encarregados de educação, foi propositadamente lançada na comunicação social para encobrir outras medidas mais graves existentes no texto.

Boa noite a todos. Vou trabalhar na prova de exame de equivalência.

 
At 12:56 da manhã, Blogger Madalena said...

Teté, não podia estar mais de acordo contigo. Prefiro ir sabendo das coisas aos poucos, porque hoje me dói muito muito a cabeça.... Beijinhos para ti.

 
At 2:36 da manhã, Blogger lince said...

Acho que está na hora de o Povo sair à rua.
Boa semana e coragem são os meus votos.

 
At 10:14 da manhã, Anonymous MB said...

Bom, eu acho que quem não deve não teme...
Se todos os profissionais são avaliados, e eu também o sou, porque não avaliar também os professores? Em que é que eles são mais dos que os outros?
Para além disso, a avaliação não tem de ser entendida como algo criado para dificultar a vida aos professores, mas sim algo que os pode ajudar a melhorarem os seus ponto menos bons e a manter os pontos bons(eu gosto de ser avaliado para saber o que posso melhorar no futuro...). Uma avaliação também serve para distinguir e premiar um professor excelente que certamente o merece.

É certo que não é o tipo de avaliação ideal, mas sinceramente não vejo outra forma. Eu pessoalmente, gostava muito de poder avaliar a professora do meu filho. Gostava de poder destacar que não aprecio o facto de ela ter feito todas a pontes, faltar constantemente e de haverem tardes livres várias vezes por semana. Gostaria também de criticar as fichas desadequadas que ela manda para casa com matéria que não pertence ao curriculo do ano em causa. Isto no meu caso...
Nos meus tempos de estudante, na E.S. no 1 de Alcobaça, teria tido muito gosto que os meus pais pudessem dar uma avaliação muito positica a alguns dos meus professores que muito apreciei e que muito fizeram por nós, dos quais destaco a professora Frade Agulha e o professor Maldonado. Dois excelentes professores de Matemática que lucrariam muito se pudessem ser avaliados...
Tive também professores que nem deveriam estar a dar aulas e fizeram-no por vários anos. Situações estas que também podem ser evitadas.

Sinceramente não percebo o pânico. Se o método for bem construído não haverá certamente nada a temer.
É claro que há pais e pais e muitos não terão capacidades de o fazer ou serão coniventes, como muitas vezes o sãos com atitudes menos corretas dos filhos apontando o dedo ao professor. Esses casos certamente sairão da média e não serão contemplados.

 
At 10:47 da manhã, Blogger Cherry Blossom Girl said...

Bela ideia...Continua a divulgar o Estado da nação...:)
***

 
At 11:21 da manhã, Blogger a lice said...

Não podia estar mais de acordo com este apelo!!!

 
At 2:18 da tarde, Blogger jawaa said...

Ainda não li, apenas o que saiu nos jornais diários. É claro que partilho as suas preocupações e está, sim,na hora dos professores se unirem, saírem do seu marasmo, discutirem, expressarem em sítio próprio as suas opiniões, argumentarem com clareza quando discordam,para que não se aprove nada que possa lesar o profissionalismo dos bons professores que temos!
Continue sempre a divulgar o que é do interesse de todos.
Um beijinho

 
At 2:32 da tarde, Anonymous tuga said...

Há poucos anos a minha esposa, na escola onde trabalhava na altura, teve que atender umindividuo. Queria ele o diploma da 4ª classe. A escola era uma escola do ensino secundário, agora com outro nome mais pomposo. Naquele local e, no tempo da velha senhora, existira uma escola primária, a tal onde o dito senhor tirara a 4ª classe. Foi-lhe dito que tinha que se dirigir à delegação Escolar, porque ali não lhe podiam tratar do assunto. Resultado: escandaleira medonha, com funcionárias a fugir a 7 pés, e o gajo a ameaçar que (tá a haver facada n'a tarda nada)
Tudo isto para quê? Imaginem que um individuo destes tem avaliar um professor?

 
At 5:50 da tarde, Blogger jorgesteves said...

Acabo de ler... 'Ministra culpa professores e escolas pelo insucesso'; e continuo a ler...'a Ministra disse lamentar que a Escola não esteja a combater as desigualdades sociais'. Mais à frente, volta a mimar os professores, dizendo que 'as escolas (os professores) têm aversão ao saber', e 'há dez anos que as escolas (os professores) produzem insucesso acima dos níveis aceitáveis'.
...
Sejam os sindicatos, uns mais sindicatos do que outros e tendo à vista a 'promessa' da 'Confap' que diz 'querer ir mais além; deve ser também dada aos pais e seus representantes a possibilidade de avaliar os programas e o seu cumprimento por parte dos professores', fico na expectativa de saber o que 'vão dizer' os professores!...
Digo eu que não sou, nem nunca fui professor, mas como utente do SNS gostaria de ficar a saber se, no futuro, também posso avaliar o meu 'médico de família'...
solidariamente
amizade
jorgesteves

 
At 6:03 da tarde, Anonymous MB said...

tuga, peço desculpa mas não percebo o que isso tem a ver...
Quem pretendem então que avalie o desempenho dos professores? Eles próprios? Os coleguinhas que nem assistem às aulas? _ É claro que não é o ideal mas é o mais sensato.

jorge esteves, no futuro poderá não avaliar o seu médico de família, mas terá certamente alguma liberdade em escolher outro, o que já é o resultado de um tipo de avaliação.

 
At 7:52 da tarde, Blogger viktor said...

Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

 
At 7:55 da tarde, Blogger viktor said...

Mais acima lê-se:

Mb
"(...) haverem tardes livres várias vezes por semana."

Acho que acabámos de ver o paradigma do que vai acontecer quando "haverem" encarregados de educação a avaliar o desempenho dos professores.

 
At 8:28 da tarde, Blogger papoilasaltitante said...

Eu sou a favor da avaliação dos professores!!! Completamente!! Mas convenhamos ... Há que dizer que essa avaliação já estava prevista no actual ECD! Não posso é concordar com a forma como a avaliação é proposta.
Não posso conceber nem como professora nem como mãe que os pais a avaliem os professores, quando todos sabemos que a grande maioria dos pais se demite da sua função enquanto tal!!!
70% dos pais da minha direcção de turma só comparece na escola quando convocado, ou então nem isso. No dia em que eu puder avaliar os Encarregados de Educação enquanto tal passarei a concordar em que me avaliem!!!
E eu não devo... como tal ...não temo!
Acho sim é que ... cada macaco no seu galho!!!!

Parece-me que há um grande problema de generalização de casos de maus profissionais , como os há em todos os ramos. Não consigo de todo aceitar que a ministra diga que "os professores têm aversão ao saber"!!! Isso ofende-me pessoal e profissionalmente!
Se a Srªa ministra dissesse que "ALGUNS professores têm aversão ao saber" ainda poderia compreender! Mas esta mania que têm de meter os professores todos no mesmo saco!
...
Muito mais haveria a dizer... mas limitar-me-ei a linkar o teu post!!!
Bjs

 
At 8:31 da tarde, Blogger Su said...

enquanto os pais/encarregados de educação estiverem convencidos que a escola é um lugar onde podem "despejar" os filhos e que os professores tem de saber tudo, resolver tudo, aturar.lhes os filhos mal.educados...não estarão com toda a certeza em posição de avaliar nada...........

eles/pais não são capazes de fazer uma auto.avaliação ....qto mais avaliar quem quer que seja...
experimentem começar pelas cabeças lindas dos seus rebentos!!!

qto à senhora ministra ela q se deixe avaliar...ou tb ainda não entendeu que as suas propostas são deveras indecentes no meio cultural em que os pts "sobrevivem"

continuo a achar que a "classe" dos prof nunca foi nada unida...eis o problema....

jocas maradas de marar

 
At 8:46 da tarde, Blogger 125_azul said...

Já comentei noutro sítio: acho, definitivamente, que a Sôdona Milu recebe comissão dos tipos dos laboratórios de calmantes e anti-depressivos!
Onde se assina para a tal avaliação?

 
At 10:27 da tarde, Anonymous Daniela Mann said...

Eu já estou pelas costuras! Também me sinto indignada com a situação!
As minhas colegas hoje disseram qualquer coisa a respeito do subsidio de Natal. Parece que este ano não vai haver nada para ninguém! Se é verdade ou se já é a malta a delirar, não sei! Mas se for verdade é muito triste.

 
At 10:28 da tarde, Anonymous MB said...

viktor, o meu filho anda no ensino básico com horário das 9h16 às 15h30. Referi tarde livre quando após o almoço ficam entregues a eles próprios ou aos cuidados de uma funcionário. São menos 3h de aulas algumas vezes por semana. Ao fim do ano são muitos dias de aulas por dar, o que, juntando aos que a professora já falta é grave!
Não me julgue por favor com uma frase que entendeu mal. Acompanho muito o meu filho na vida escolar e tb reconheço o que os professores fazem de bem.
O que aqui vejo é um pânico desmesurado por uma medida que julgo necessária. Acho estranho que isso aconteça, porque considero que quem não deve não deve ter nada a temer...
Infelizmente no nosso país é assim... É preciso mudar e aproximarmo-nos da Europa, mas quando são tomadas medidas nesse sentido e que exigem algum esforço de todos já não pode ser!

 
At 11:05 da tarde, Blogger Brigida Rocha Brito said...

Brilhante! Completamente apoiado. Eu não estou ligada ao secundário mas se o superior por vezes é difícil... o secundário parece ser alucinantemente injusto. bjs de uma que também apoia!

 
At 11:12 da tarde, Blogger mixtu said...

muito bem, estou com este teu texto e pensamneto, já o tinha referido na papoila...
Dá-lhe, yaya
besitos

 
At 11:16 da tarde, Blogger viktor said...

Mb,
Em primeiro lugar, devo dizer que sou a favor da avaliação dos professores. Penso que qualquer docente trabalhador está farto de não receber qualquer valorização pelo seu trabalho. Ora, o que aqui se discute são os métodos de análise.

Para uma melhor clarificação da situação, vou apenas fazer algumas analogias:

1. Fará sentido um juiz necessitar de um parecer de um criminoso que foi por ele condenado para progredir na sua carreira? Todos dirão que seria um disparate. A relação jurídica professor / aluno / pai é exactamente a mesma.

2. Se eu levar um carro muito sujo a um serviço de lavagem automática, certamente que o mesmo não vai sair totalmente limpo. Então, será que o serviço é mau? Qualquer pessoa dirá que seria óbvio que a máquina foi construída para uma sujidade média. O mesmo acontece com as escolas. É impossível avaliar a qualidade do serviço pelas notas dos alunos, pois não se sabe se entraram bem ou mal preparados. Corre-se até o risco de um professor menos eficiente obter uma classificação superior a um colega mais trabalhador, pois a turma que lhe foi atribuída era melhor.

3. Imagine que solicita a limpeza a seco de um casaco, mas antes do serviço ter sido efectuado, levanta o casaco. O casaco está sujo. A culpa é do serviço? Claro que qualquer pessoa diria que tal seria um disparate. Porém, é o que irá acontecer com o novo ECD. Um pai retira o aluno da escola para ir trabalhar. Aumenta a taxa de abandono escolar. O professor terá uma avaliação negativa. E a funcionária da lavandaria será negativamente avaliada?

É devido a estas questões que se justifica plenamente o pânico destes últimos dias na classe docente.

Por último, a questão que levantou acerca dos horários escolares é obviamente pertinente. Daí eu ser um acérrimo defensor das aulas de substituição. Não estou a falar das "actividades de substituição" inventadas este ano, nas quais um professor "anima" os alunos. Estou a falar da possibilidade de um colega da minha disciplina me poder substituir. Infelizmente, esta ideia não passa de uma miragem, pois seria necessário mais um professor por disciplina para substituir os colegas, como aliás acontece na generalidade dos países europeus.

Nesta altura, já devem estar fartos de me ler:))) Não vos vou maçar mais. Até amanhã.

 
At 11:41 da tarde, Blogger Professorinha said...

Ora volto a bater na mesma tecla (embora não tenha batido nessa tecla aqui). O que interessa não é o facto de os pais avaliarem os professores, o que interessa é que, com essa medida, a posição do professor dentro da sala de aula fica fragilizada, perdemos a autoridade dentro da sala de aula. Isso é que realmente é grave. Ficarmos nas mãos dos papás dos alunos NUNCA!

 
At 10:17 da manhã, Anonymous MB said...

viktor,
Os pais não são criminosos nem pessoas sem carácter, na sua generalidade. É obvio que tem de haver bom senso, e é obvio que o método de avaliação tem de ser bem pensado com vários pesos. Todos sabemos que muitos pais não serão bons avaliadores e terão de ser criados mecanismos para evitar problemas daí resultantes. O que eu não compreendo, é que à partida e ainda sem se saber como vai ser o método de avaliação os professores já estão em stress...
Deixem por favor as coisas avançar e depois critiquem o que tem de ser criticado.
Eu trabalhei muitos anos numa multi-nacional que me deu dezenas de formações em Portugal e no estrangeiro. No final de cada formação era entregue um questionário para avaliarmos o formador. O sistema, não era o ideal mas funcionava.

O exemplo do casaco sujo, também me parece não ser muito adequado. Um aluno pode entrar meio torto e recuperar muito ou até não recuperar e não é isso que deve contar para a avaliação do professor. Eu tive professores que não me deram grandes notas mas que eram muito bons professores. Nesses casos fui eu que não dei o meu máximo e tou consciente disso.

Então e se os professores fossem avaliados pelas notas? Nada mais fácil, passava tudo com a nota máxima, faziam-se uns testes básicos e já está! Grande professor!

Fico chocado também com a consideração que os professores têm pelos pais, o que aqui tem sido dito e como se generalizam essas opiniões. A mim ofendem-me sinceramente, quando tenho tentado dar uma grande educação ao meu filho, colaborado muito com ele na escola e acompanhado de muito perto os estudos.

Bom, há muito para dizer, mas também sei que por muito que escreva não vos vou convencer. Estou num meio tendencioso e não há nada a fazer.

Estas questões tb têm de ser discutidas verbalmente e não com recadinhos lidos de tempos a tempos.
Convidem-me para uma tertúlia... :-)

Só para terminar, isto faz-me lembrar a escandaleira que foi quando o governo tentou reduzir as férias judiciais...

 
At 1:28 da tarde, Blogger viktor said...

Mb,
Afinal concorda que os métodos descritos no ECD não são os mais correctos, quando diz que:

"Um aluno pode entrar meio torto e recuperar muito ou até não recuperar e não é isso que deve contar para a avaliação do professor."

Apoiado e que venha a avaliação.

Até breve.

P.S. A situação do casaco não era acerca da recuperação de alunos, mas antes relativa ao abandono escolar. A situação da lavagem automática é que pretendia efectuar uma analogia com a recuperação dos alunos mais fracos.

 
At 1:46 da tarde, Blogger Ana Luar said...

Depois de ler todos os comentários acabei de dar toda a razão à
"papoila saltitante" em alguns aspectos..... Eu tb concordo com a avaliação... os termos em que é feita é que é claramente estupida.
Mas tb convinhamos que se existem pais que se demitem da sua função de pasi... tb existem professores que se lixam por completo se os alunos estão preparados ou não e se precisam de ajuda ou não...
Eu falo por experiência própria pk tenho uma filha de 8 anos que por sinal é boa aluna mas não o posso agradecer à professora... a sorte da minha filha é que tens pais bem presentes... tenho é pena que a professora deixe muito a desejar.
E pergunto eu como podem os alunos evoluir se ela, ( professora) falta praticamente todas as segundas e sextas feiras?
estranho não acham que a filha da senhora esteja sempre doente ao fim de semana... já nos reunimos para fazer parar estes fins de semana prelongados mas a dita senhora arranja sempre um papelinho médico comprovando a doença de 4 dias da semana dos filhos... estranho não concordam? Por isso venha a avaliação!!!

um fim de semana de vez em quando eu até aceitaria mas TODOSSSSSSSSSS???? desculpem onde vamos nós parar com pessoas assim?

Estou a começar a ficar enjoada de ouvir falar só mal dos pais... pk se sei que alguns pais deixam muito a desejar tb sei que existem profissionais que são uma nulidade... e agora falo como Educadora de Infância.

 

Enviar um comentário

<< Home