segunda-feira, junho 05, 2006

MGF

MGF = MUTILAÇÃO GENITAL FEMININA = HORROR= DOR= SOFRIMENTO


A organização Mundial de Saúde exigiu 6ª feira que o mundo deve por fim à excisão genital considerando que é uma tortura do corpo das meninas e que não se justifica em caso algum mesmo quando feita sob supervisão médica.

A partir de um estudo realizado junto de mais de 28.000 mulheres de seis países de África, a OMS concluiu que as vítimas de mutilações sexuais apresentavam mais riscos de sofrer complicações durante a gravidez e de perder os seus bebés durante o parto.
Este é um costume praticado em 28 Países, principalmente na África negra, envolve anualmente cerca de 3 milhões de meninas menores de 10 anos

Em cada 1.000 partos em África, morreram mais 10 a 20 crianças devido a esta prática, que não é exigida por qualquer religião, diz a OMS.
A prática da excisão varia de acordo com a cultura de cada povo que ainda a adopta. Consiste na mutilação do clítoris (órgão do prazer sexual feminino) e dos pequenos lábios vaginais. A excisão mínima, utilizada no oeste da África e na Indonésia, é a retirada do capuz do clítoris.


Temos ainda, no leste africano (Djibouti, Etiópia, Somália, Sudão, Egipto, Quénia), a infibulação, também chamada de , excisão faraónica considerada a pior de todas, pois, após a amputação do clítoris e dos pequenos lábios, os grandes lábios são seccionados, aproximados e suturados com espinhos de acácia, sendo deixada uma minúscula abertura necessária ao escoamento da urina e da menstruação. Esse orifício é mantido aberto por um filete de madeira, que é, em geral, um palito de fósforo. As pernas devem ficar amarradas durante várias semanas até a total cicatrização. Assim, a vulva desaparece sendo substituída por uma dura cicatriz. Por ocasião do casamento a mulher será “aberta” pelo marido ou por uma “matrona” (mulheres mais experientes designadas a isso). Mais tarde, quando se tem o primeiro filho, essa abertura é aumentada. Algumas vezes, após cada parto, a mulher é novamente infibulada.
É incrível como se pode permitir que se faça tamanha crueldade.

A operação é sempre feita por mulheres (matronas) em suas próprias casas ou nas casas dos pais da vítima, em troca de presentes pelo trabalho efetuado. A menina é posta no colo de sua mãe que segura suas pernas abertas. A vagina é então mutilada, sem anestesia, por instrumentos como uma lâmina de barbear, uma faca de lâmina flexível ou mesmo tesouras.

Dizem que os usos e costumes não devem ser abandonados que há uma tendência [na Europa] para monopolizar a civilização e cultura dos outros, não se devia pôr em causa os valores dos outros. "Não é crime, não pode ser crime, porque é a nossa tradição. É um símbolo da nossa identidade, uma forma de continuarmos a saber quem somos, fora do nosso país", defendeu. Diz um membro de uma Associação.

Contam que Abraão (ou Ibrahim, em árabe) casou com a bela mas estéril Sara. Foi ela própria que lhe sugeriu que tomasse outra mulher, que lhe desse descendentes. Abraão escolheu Agar, a escrava egípcia, que engravidou. Existem várias versões do fim da história, mas a que interessa para o caso conta que Sara, apercebendo-se do interesse crescente de Abraão por Agar, virou a sua ira contra a escrava, mutilando o seu órgão sexual. A este episódio relacionado com o profeta e patriarca das três religiões monoteístas, as fontes acrescentaram ainda que, durante os períodos de guerra, quando os homens saíam para combater, "era preciso tornar as mulheres mais frias, para que não procurassem sexo o tempo todo".


"Para nós, as mulheres que não são excisadas não prestam", explicam os responsáveis. Na Guiné, utilizam-se até duas denominações diferentes para os excisados e não excisados. Aos primeiros, chama-se "lambé", que quer dizer "a pessoa que já sabe", aos outros chama-se "blufe".


Respeito a tradição dos povos, gosto do que é selvagem e puro. Vivi em África alguns anos importantes da minha vida e sei o que são tradições nestes povos. Muitas vezes não entendemos o porquê das coisas e algumas nem têm explicação. Parece que tudo tem um início e uma estória, e o caso desta mutilação já a descrevi em cima.
Nos tempos que correm, em pleno século XXI, parece que as estatísticas, o balanço e os problemas que adveem desta prática não chegam onde devem.
É difícil demover um povo que acredita que as mulheres assim (mutiladas) ficam mais bonitas, apesar de a maioria morrer depois de as fazerem. De acordo com a UNICEF, a mutilação genital assenta na crença de que realça “a beleza da rapariga, a sua honra, a aptidão para casar, o estatuto social e a castidade.
Mas defendo que esta tradição, esta maldade, esta mutilação, deve ser parada, tem de acabar.

Leiam aqui um trabalho sobre este assunto e mais aqui.

<"De sua justiça">

19 Comments:

At 3:18 da tarde, Blogger jorgesteves said...

A propósito de outras 'tradições', várias vezes referi este flagelo como um dos mais exemplares!...
As Nações Unidas, a UNESCO, entre outras Organizações de responsabilidade, a nível mundial, deviam tomar uma posição forte e determinada nestes casos de violência gratuita em nome de heranças ancestrais.
A minha homenagem a este teu trabalho!

amizade,
jorgesteves

 
At 4:09 da tarde, Blogger boleia said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 4:10 da tarde, Blogger boleia said...

ate arrepia!
e as vezes parece que nao podemos fazer nada senao indignarmo-nos!!!

 
At 4:13 da tarde, Blogger maresia_mar said...

Olá
que horror, até estou arrepiada com tais atrocidades... pois, o pior é que a gente se sente impotente perante situações destas.. bjhs e boa semana

 
At 6:20 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Mais um post de utilidade pública para ajudar a denunciar tradições que já não deviam existir no séc. XXI, pois é como tu dizes uma selvajaria.
Também eu fiquei horrorizada com o que li aqui, apesar de saber da existência de tais práticas.
Bjs Lena

 
At 7:22 da tarde, Blogger a lice said...

Esta é uma realidade que creio que muito dificilmente terminará em África! Trata-se de um problema de consciência, em que são muitas vezes as próprias raparigas a desejar fazê-lo!

Felizmente que já existe quem não pense assim... mas só isso ainda não é o suficiente!

 
At 9:20 da tarde, Blogger 125_azul said...

muitíssimo bem escrito e tão doloroso que nem consigo comentar. melhor no pé? beijinhos

 
At 11:25 da tarde, Blogger amigona said...

Do coração um forte abraço por este teu trabalho... obrigada pela denúncia e pelo alerta... ninguém pode ficar insensível...mais uma vez, obrigada... é um previlégio pode vir aqui...

 
At 11:58 da tarde, Blogger jawaa said...

A história de Abraão, Sara e Agar, vem na Bíblia, desconhecia era o resto que conta, mas como nunca li tudo... hei-de ver um dia destes se há por lá alguma referência a isso.
Nunca é demais divulgar estes horrores que persistem em pleno século XXI sem que se ponha cobro a tais atrocidades.
Um abraço

 
At 12:00 da manhã, Anonymous IO said...

HORROR é isto, e cabia aos governos dos países ditos defensores dos direitos humanos impor sanções aos que praticam este crime. Mas, também nos cabe como opinião pública e massa eleitora impor a imposição de sanções (e repito o verbo, sim). Há dois anos, fui à embaixada da Nigéria por causa de casos como o da Amina. Era suposto estarem lá milhares de pessoas ('''afinal''' até era no Restelo e estava lá a tv...), fomos 50. Da política, vi uma: Leonor Beleza (não jamais votei laranja).
Oh, o petróleo!...

 
At 12:02 da manhã, Blogger Mocho Falante said...

olha nem sei o que dizer...uma crueldade sem limites que não consigo conceber

beijocas areepiados

 
At 1:36 da manhã, Blogger planaltobie said...

TT, Jastás melhor? Força.
Eh pá o post d`hoje!...

 
At 8:51 da manhã, Blogger francis said...

Diz-se que se devem respeitar as outras culturas, mas, caramba! Isto é estupidez pura!

 
At 8:53 da manhã, Blogger Pitucha said...

Fiquei arrepiada e horrorizada! Não entendo como há pessoas que aceitam (e até defendem) estas práticas bárbaras...
Beijos

 
At 10:55 da manhã, Blogger Cherry Blossom Girl said...

Nem sabes o quanto isso me choca, me revolta, entristece...pensar que ainda existem pessoas capazes...de tais atrocidades...
Até me vêem as lágrimas aos olhos.
Ainda bem que existem pessoas e tentar fazer alguma coisa por todas estes melhores que sofrem horrores p causa da estupidez de muitos homens...
Tem de parar já!!!

Beijinho gd***

 
At 1:20 da tarde, Blogger greentea said...

É ASSIM aFRICA , E NÃO SÓ

postei sobre este tema há tempos atrás qd iniciei o meu blog...
lembremos esta atrocidade, esta violencia contra as mulheres mas não esqueçamos que o uso da burka continua, o impedimento de uma mulher ser chefe de familia, saír, negociar, falar com outro homem que não seja da familia directa, como nos paises árabes.
É tb nesses paises que há uma maior tx de mulheres utilisando a internet em negócios que elas dirigem a partir de casa, fechadas, sem contactos, limitando-se o marido (ou o irmão ou o tio) a efectuar as formalidades de rua necessárias...
Não esqueço ainda o relato de uma rapariga de 20 anos que é vista a falar com um rapaz da sua idade e a quem os familiares directos queriam queimar viva pelo ultraje feito à familia. A jovem consegue fugir e refugiar-se junto de uma instituição que a protege e envia para França, onde ela dá a conhecer a sua história.


Nunca é demais lembrar estes factos!! um beijo por teres publicado este tema.

 
At 5:28 da tarde, Anonymous Daniela Mann said...

Isso é mesmo um horror! Tenho um livro que se chama: "As filhas da princesa Morgana", que foi escrito por uma das princesas da Arábia Saudita e relata ao pormenor algumas dessas situações. Tem mesmo que ser proibído. A tradição não justifica tudo, aliás, não justifica nada que seja um atentado aos direitos humanos!
Beijinhos

 
At 9:14 da tarde, Blogger marakoka said...

belo trabalho ...sobre uma tradição horrenda

jocas maradas

 
At 11:30 da tarde, Blogger papoilasaltitante said...

Excelente post sobre uma barbaridade a que são sujeitas milhares de nulheres em nome de uma tradição ABOMINÁVEL!!
As melhoras amiga!
:)

 

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